segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Técnico diz que diretoria já sabia do problema no ônibus do Cruzeiro-PB

Aldo França disse ainda que um mecânico viajou junto com o elenco e alertou que motorista dirigisse devagar. Jogadores ficaram revoltados

O Cruzeiro de Itaporanga está a uma vitória de conquistar uma das vagas na elite do futebol paraibano de 2013. No entanto, depois do acidente com o ônibus que transportava toda a delegação do clube, os jogadores ficaram revoltados e denunciaram as condições precárias de trabalho em que estão vivendo. Por causa disso, uma desmotivação generalizada do elenco pode prejudicar o objetivo de ascensão do time sertanejo.
De acordo com o técnico Aldo França, o veículo que transportava os jogadores não tinha nenhuma condição de trafegar. O problema no freio, segundo ele, já era sabido por todos. Inclusive, um mecânico foi contratado para seguir viagem dentro do próprio ônibus. O destino final era a cidade de Guarabira, onde o time enfrentaria no domingo a Desportiva pela quarta rodada do quadrangular final da Segunda Divisão do Paraibano.
- O mecânico que tinha dentro do ônibus alertou sobre esse problema. Ainda assim foi-se orientado a seguir viagem, que iríamos devagarzinho. E nesse devagarzinho poderia ter morrido várias pessoas por causa de uma situação como esta – reclamou o treinador.
O acidente aconteceu na descida da Serra de Areia a aproximadamente 40km do local de jogo. Sem freio e desgovernado, o motorista jogou o ônibus para o acostamento, com o objetivo de pará-lo. Devido ao peso, contudo, tombou e se arrastou por cerca de 40m dentro do mato. Oito jogadores e ainda o treinador e o preparador de goleiros, Marcelo Barbosa, se machucaram e foram socorridos para o Hospital de Trauma de Campina Grande, mas já foram liberados.
Segundo a comissão técnica, os jogadores ficaram revoltados com o incidente e por causa disso não se tem previsão para o reinicio dos trabalhos. Após o ocorrido, a Federação Paraibana de Futebol (FPF) cancelou o jogo e marcará ainda uma nova data para o confronto.
- É difícil mesmo, ainda mais porque a gente estava com aquele objetivo de fazer um grande jogo e aí acontece uma fatalidade dessa. A gente não tem agora nenhuma expectativa de voltar a treinar. Como o treinador disse, temos que esperar a poeira baixar para retornar os trabalhos.

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